11 de janeiro de 2007

Beba com "moderação"

Vodka ou wisky? Energético ou soda? Invariavelmente é o que ouço nos bares.

Ser barman no Brasil significa saber que primeiro se coloca o gelo, depois a bebida alcoólica e depois a soda ou o energético. Spirit para eles é provavelmente algum fantasma gringo.
Para onde foi o glamour daquela pessoa, quase um terapeuta, que conversava (mais ouvia do que falava) com o "paciente" do outro lado do bar, enquanto fazia surgir entre ingredientes mágicos, e movimentos inesperados, um elixir de cura para os males da alma?


Esta degradação da profissão de quem fica atrás do bar me incomoda.
A falta de conhecimento e cultura “gastronômica”, faz com que quem bebe, deixe claro que o único intuito é ficar bêbado e acordado.

É como ir a um restaurante italiano e encontrar no cardápio: espaguete e pene com molhos de tomate ou branco.

E já que comecei a lavar os copos sujos aqui, porque não falar também deles, dos copos.

Existem diversos tamanhos e formatos, e não é porque o dono da fábrica era um artista maluco e resolveu usar a criatividade.
Cada um tem sua função, isto se estiver seco, pois copo molhado não serve nem para beber água.

E antes que não sobre copo sobre copo, vamos ao que interessa e resta.


Como hoje é quinta-feira, de verão, céu azul pedindo para não voltar cedo para casa e eu louca para chegar a hora de sentar num bar com os amigos, deixo aqui minha contribuição com duas receitas de drinks testados e aprovados por quem adora colocar defeito na bebida dos outros, eu.


Cosmopolitan:

Num shaker coloca-se duas partes de vodka, um pouco menos que uma parte de contreau, duas partes de cramberry juice (não pode de forma alguma ser groselha), meio limão espremido e gelo. Chacoalha tudo (com charme de barman dos clássicos do cinema) e depois despeja (sem o gelo) numa taça de martini previamente gelada.

Enfeita com um pedacinho da casca do limão e voilá...




Blood Mary (para quem gosta de uma pimentinha):
Esse drink tem nome e sobrenome, além de muita classe.


Nasceu das mãos de um americano, Patiot, mas a cidade era Paris dos anos 20.
O bar, funcionando ainda hoje, fica no numero 5 da Rue Doneau. Cenário de bebedeiras filosóficas de Sartre, Fitzgerald e desconhecidos, acabou mandando para casa na tentativa de driblar a lei seca americana, Patiot com sua bebida sem cor nem sabor de álcool.
Em alguns anos, o Bucket of Blood (balde de sangue) se tornou o Blood Mary, provavelmente por conta da implacável perseguição aos protestantes pela rainha Mary I da inglaterra, conhecida na época por Blood Mary. Esta mudança de nomes se deu no bar do Hotel St. Regis Sheraton, que clama a autoria do drink ainda hoje.




Blood Mary:

1 dose de vodka
2 ½ de suco de tomate
1 limão espremido
Tabasco
Sal
Pimenta do reino
Molho inglês
Um pedaço de salsão (cenoura se coloca em Virgin Mary)

O meu Blood mary é assim;
Antes de mais nada coloco um pouco de suco de tomate, bem pouco. Depois o molho inglês, sal, tabasco (bastante), limão e um pouquinho de Worcestershire sauce.
Feito isso é a vez da vodka e do resto do suco de tomate. Sirva num copo bem largo, com 4 pedras de gelo e um ramo de salsão, de preferência com folhas.

Have Fun!


2 comentários:

bruni... disse...

Perita no assunto... rs
Vc falou de Blood Mary, lendo eu estava ouvindo uma musica com o mesmo nome...
A banda é The Panic Channel, a musica Blood Mary...
To colocando no meu servidor, envio o link no seu email... Pra ouvir a musica...

Aline Rodrigues disse...

humm parece interressante estas bebidas...nunca as bebi...espero um dia esperiment´-las!!bjos