22 de maio de 2007

Uma cabeça em busca de três


Sábado acordei e minha paz tomou um susto. A água do mar verdinha e o barulho dos pássaros não ajudou muito a dor de cabeça que se instalou por horas em uma Giovanna desmemoriada e aflita. Antes de explicar a razão da dor, vamos ao cenário.


Uma ilhota em Angra,pertinho do continente. Piso de vidro para ver os peixinhos. Amigos tomando grapa e ouvindo musica. De repente a dúvida me encontrou despreparada. Estávamos falando do inferno de Dante e alguém perguntou como é mesmo o nome do cachorro de três cabeças que guarda as portas do inferno. Eu sei respondi. E exatamente nesse momento fui acometida por uma bomba de amnésia. A noite e a garrafa, ainda no começo, prometia diversão e muitas risadas. Isso, se as três cabeças parassem de latir no que restava de uma mente obcecada.


Fui dormir no barco do Caronte. Naveguei pelos rios do tártaro. Encontrei Hades, Eurípides e até Orfeu, mas nada do Virgilio me guiar. Como Orfeu, prometi não olhar para trás, não buscar na internet e confiar em meus passos. Agora finalmente meu cérebro voltou a funcionar, talvez a aula de spinning tenha consumido o resto da grapa. O nome, por incrível que pareça, estava em minha cabeça o tempo todo.


CÉRBERO! O nome do cachorro de três cabeças é Cérbero. E agora, com o nome dele da mão e minha paz de volta posso enfim voltar ao meu paraíso, desta vez sem mar, nem chão de peixinhos,mas pelo menos com o Cérbero abrindo a porta da paz, quem diria...

Um comentário:

Lorenzo disse...

ahahahahahaha...

Você poderia ter me ligado!