10 de fevereiro de 2007

Esperando o carteiro chegar...

Morando na Califórnia, esperava a hora do carteiro chegar.
Tantas vezes deixei a saudade manchada em cartas escritas a mão em algum canto do meu Brasil, que naquela época, sem internet, ficava ainda mais longe.

Dentro de uma caixinha, que guardo até hoje, mais do que cartas, lugares, sentimentos.
Ccada carta guarda, além das palavras escritas, o momento em que li. O lugar onde sentei. para ler, os olhos embaçados, o nó na garganta, as palavras que não escreveram, as que eu gostaria de escrever...

É como se eu pudesse me ver, sentada na escada de casa lendo cada uma delas.
Tínhamos mais tempo para sentir. Para escrever de volta, para pensar.
Desse tempo também sinto saudades. Da espera. Da chegada das fotos, ainda quentinhas, saídas da maquina com o negativo esperando a vez de virar cópias.

O carteiro ainda chega à minha casa. Mas cartas, nunca mais...
Ao contrário daqueles dias, chego em casa esperando não encontrar nada na porta, nem uma conta, nem uma fatura do cartão. Mas elas estão sempre lá. Cada vez mais rápido.

Hoje, no meio das contas, uma surpresa! Um cartão!
Como antes, um amigo mandou um cartão.
De papel, com foto e bem, não estava escrito a mão, mas é um cartão!

Por isso deixo aqui uma idéia, uma grande idéia!
Um site onde podemos mandar cartões de verdade, pelo correio. Com a emoção do passado e a velocidade do futuro! Eu não resisti, mandei cartões para as pessoas especiais.

Um comentário:

Angel Cabeza disse...

Giovanna, "a saudade é uma cadeira de balança embalando sozinha", já dizia Mário Quintana.
As cartas sempre foram perigosas - ou matam ou reanimam.
Agradeço a vita em meu blog.
Postei coisas novas. Se quiser ler...
Abraços,
Angel Cabeza
www.angelcesar.zip.net