15 de agosto de 2011

Dia dos Solteiros?


Desconfio de quem se mata por uma posição. Como pode alguém ter tanta certeza sobre alguma coisa? Defender uma ideia é admirável. Morder por ela é desconfiável. Hoje fiquei sabendo pelo Facebook que era o dia dos solteiros. Na certa um dia vou abrir o computador e descobrir que é dia das morenas, das loiras, dos casados pela segunda vez, das madrastas.
E lá, na nossa cidade de interior tecnológica estavam milhares de declarações.
“Sou solteira por opção, ta cheio de marmanjo atrás, só não namoro porque não quero.” E outras do tipo, “Bom é ser solteira, sair com quem eu quero na hora que eu quero.” E quando alguém namora sai com quem não quer? Me pergunto.
Confesso, não aguentei. Minha parte psicóloga falou mais alto e dei uma espiadinha nos perfis. E não é que as tais pessoas independentes, “solteiros por opção” (homens e mulheres), deixavam escapar claros sinais de carência e desespero, sim, desespero. Senti a tal da VPP, vergonha pela pessoa.
Não precisa ser nenhum gênio para descobrir que alguém que  anuncia em pleno Facebook o seu estado civil, “solteiro”, no mínimo a procura está.
Depois vem as mensagens no mural. Todas falando de relacionamentos, do quanto é bom ser uma mulher esperta, de como são tontos os homens, e milhares daquelas frases gastas do tipo “quem merece que você chore, nunca te fará chorar”. E olha que a dona do mural já passou dos trinta faz tempo.
E os homens. Os ditos felizes, completos, donos da cocada, aparecem em fotos com muitas mulheres diferentes, em festas, fazendo cara de feliz, piadinhas sobre as baladas, as ressacas e mais mulheres, muitas mulheres, afinal, uma só não é suficiente para impor a imagem de garanhão do pedaço.
Como diz meu pai, grande conhecedor das pessoas. Quem esta com muitas, não consegue nenhuma.
Ser solteiro, casado, ter um lance, um romance, ou um pouco de cada é normal. Não ter ninguém no momento também. Mas isso não é a coisa mais importante do mundo.
Por isso, pessoas desesperadas, fazendo tudo para mostrar que não querem, não precisam, não amam.
Aqui vai uma dica. Não há nada mais revelador que a obstinação em negar o que nem mesmo te foi questionado. 

Um comentário:

Alana de Abreu disse...

Muy bien chica! Adorei.